12º Congresso Brasileiro de Pesquisa e Desenvolvimento em Design

UEMG; Una — Belo Horizonte (MG)

Novembro/2016

Sementes e Seeding na Rede: O Metadesigner e as Possibilidades de Subversão para Inovação Social

Como citar

Michelin, Coral; Franzato, Carlo; Gaudio, Chiara del; "Sementes e Seeding na Rede: O Metadesigner e as Possibilidades de Subversão para Inovação Social", p. 2101-2110. In: CONGRESSO BRASILEIRO DE PESQUISA E DESENVOLVIMENTO EM DESIGN, 12., 2016, Belo Horizonte. Anais [...]. São Paulo: Blucher, 2016

Resumo

O fenômeno da globalização, entre outras coisas, tornou técnicas, ferramentas e tecnologias disponíveis para indivíduos que, até recentemente, se encontravam apenas subjugados pelos interesses dos atores que dominam os fluxos financeiros e econômicos globais. Pressupõe-se que as mesmas tecnologias usadas por esses atores hegemônicos podem ser aproveitadas para difundir alternativas que subvertem a lógica da dominação, espalhando, pela rede de comunicação e informação mundial, sementes que carregam potenciais inovações sociais. A partir desse pensamento, o presente artigo apresenta o seeding como uma possível ação metaprojetual, no âmbito do design estratégico, para alcançar esse propósito positivamente subversivo. Antecipando um possível obstáculo, reflete acerca do papel da subjetividade como base cognitiva na qual as sementes possam ancorar, desencadeando o processo da inovação.
Palavras-chave:

Metaprojeto, Rede, Seeding, Inovação Social

Abstract

The globalization phenomenon, among other things, turned technics, tools and technologies available to individuals who, until recently, were merely subjugated by the interest of those actors whom dominate the global financial and economical fluxes. It is assumed that the same technologies used by these hegemonic actors can be harnessed to disseminate alternatives that subvert the domination logic, spreading seeds carrying potential social innovations. From this thought, the present article presents seeding as a possible metadesign action, in the strategic design domain, to reach this positively subversive purpose. Anticipating a possible obstacle, it reflects on the role of subjectivity as a cognitive basis on which the seeds can anchor, unleashing the innovation process.
Keywords:

Metadesign, Network, Seeding, Social Innovation

Referências bibliográficas

  • BASSO, C. M.; FRANZATO, C.; FREIRE, K.; BORBA, G. S. Organizações colaborativas como sistemas abertos: Contribuições do metaprojeto para fomentar ações de inovação social. In: Anais do 5º Simpósio Brasileiro de Design Sustentável [Blucher Design Proceedings, v.2, n.5]. São Paulo: Blucher, p. 319-330, 2016.

  • CAPRA, F. A teia da vida: Uma compreensão científica dos sistemas vivos. São Paulo: Editora Cultrix, 1996.

  • CAULIER-GRICE, J., DAVIES, A., PATRICK, R., NORMAN, W. Defining Social Innovation - Part 1. A deliverable of the Project “The theoretical, empirical and policy foundations for building social innovation in Europe” (TEPSIE), European Commission – 7th Framework Programme, Brussels: European Commission, DG Research. 2012.

  • CASTELLS, M. A sociedade em rede. São Paulo: Paz e Terra, 2009.

  • CASTELLS, M. Redes de indignação e esperança: Movimentos sociais na era da internet. Rio de Janeiro: Jorge Zahar Editor, 2013.

  • DELEUZE, G, GUATTARI, F. Mil Platôs: Capitalismo e esquizofrenia 2. Vol.1. Rio de Janeiro: Editora 34, 2011.

  • FISCHER, G; GIACCARDI, E. Meta-Design: A Framework for the Future of End-User Development. In: LIEBERMAN, H., PATERNÒ, F., WULF, V. (Org.). End User Development: Empowering People to Flexibly Employ Advanced Information and Communication Technology. Dordrecht: Kluwer Academic Publishers, 2004.

  • FISCHER, G. ; GIACCARDI, E. Creativity and Evolution: A Metadesign Perspective. 2005.

  • FISCHER, G. ; OSTWALD, J. Seeding, Evolutionary Growth, and Reseeding: Enriching Participatory Design with Informed Participation. In: Participatory Design Conference (PDC’02), 2002. Sweeden, Malmö University. p. 135-143.

  • FRANZATO, C. O princípio de deslocamento na base do metadesign. In: 11o Congresso Brasileiro de Pesquisa e Desenvolvimento em Design, 2014, Gramado. São Paulo: Editora Edgard Blücher, 2014, p. 1187-1196.

  • GIACCARDI, E. Principles of Metadesign: Processes and Levels of Co-Creation in the New Design Space. 437 f. Tese (Doctor of Philosophy) – University of Plymouth, UK. 2003.

  • GIACCARDI, E. Metadesign as an Emergent Design Culture. Leonardo, v. 38, n. 4, 2005, p.342-349.

  • GUATTARI, F. Heterogênese. In: Caosmose: um novo paradigma estético. Rio de Janeiro: Editora 34, 2012. Págs.11-90

  • LÉVY, P. As tecnologias da inteligência: O futuro do pensamento na era da informática. Rio de Janeiro: Editora 34, 2010.

  • LÉVY, P. A inteligência coletiva: para uma antropologia do ciberespaço. São Paulo: Edições Loyola, 2011.

  • MORIN, E. Entender o mundo que nos espera. In MORIN, E. e VIVERET, P. Como viver em tempos de crise? Rio de Janeiro: Bertrand Brasil, pp. 7-27, 2013.

  • MORIN, E. Introdução ao Pensamento Complexo. Porto Alegre: Editora Sulina, 2005.

  • MURRAY, R., CAULIER-GRICE, J., MULGAN, G. The Open Book of Social Innovation. Great Britain: NESTA & The Young Foundation, 2010.

  • SANTOS, M. Por uma outra globalização: do pensamento único à consciência universal. Rio de Janeiro: Record, 2012.

  • TOURAINE, A. Após a crise: a decomposição da vida social e o surgimento de atores não sociais. Petrópolis: Vozes, 2011.