12º Congresso Brasileiro de Pesquisa e Desenvolvimento em Design

UEMG; Una — Belo Horizonte (MG)

Novembro/2016

Iconografia Revisitada: Um Panorama Temporal de Ícones da Apple e da Microsoft

Como citar

Cruz, Ana Carolina; Carrion, Patrícia; Quaresma, Manuela; "Iconografia Revisitada: Um Panorama Temporal de Ícones da Apple e da Microsoft", p. 5513-5514. In: CONGRESSO BRASILEIRO DE PESQUISA E DESENVOLVIMENTO EM DESIGN, 12., 2016, Belo Horizonte. Anais [...]. São Paulo: Blucher, 2016

Resumo

Interfaces gráficas de dispositivos eletrônicos são compostas por um repertório de objetos visuais que têm como uma das suas principais funções facilitar a utilização por parte do usuário. No decorrer de quase meio século, tais objetos, em especial os ícones, sofreram grandes modificações. A princípio presentes em aparelhos como os computadores desktop, esses indicadores visuais migraram para as tecnologias mobile e, no contexto de telas menores, economizam espaço na interface e propõem uma interação de toque por parte do usuário. Tendo conhecimento sobre a importância destes recursos gráficos, esta pesquisa tem como objetivo mostrar a evolução dos ícones sob a perspectiva de duas populares plataformas, a Microsoft e a Apple, e seus respectivos software. Nos anos 80, o mundo foi apresentado ao primeiro computador pessoal comercial com uma interface gráfica do usuário (GUI). O lançamento do Lisa, da Apple, configurou-se, portanto, como um importante marco na história da computação, visto que dispositivos como o Microsoft Windows e o Apple Macintosh em breve adotariam as GUIs como suas interfaces de usuário. Nos anos 2000, com a popularização dos smartphones, indivíduos tiveram o acesso à tela na ponta dos dedos, e os aplicativos de dispositivos móveis inflamaram a criação de ícones gráficos. Nessa conjuntura, a Apple distinguiu-se, visto que, até a chegada do iOS, os smartphones não possuíam tela sensível ao toque. O iPhone original proporcionou uma mudança nesse cenário ao apresentar uma touchscreen capacitiva. Ao lançar o Windows Phone 7, a Microsoft também revolucionou, especialmente no que concerne aos ícones digitais, que se tornaram flat. De elementos visuais bem-sucedidos como os desenvolvidos pela designer Susan Kare a interfaces já descontinuadas como as do Microsoft Bob, apresenta-se neste estudo uma linha temporal de ícones de aplicações digitais. Em suma, busca-se auxiliar na compreensão e no estudo das tendências de design, como o skeumorfismo e suas metáforas visuais, o flat design e os desenhos 3D mais realistas.
Palavras-chave:

Interação Humano-Computador, Interfaces Gráficas, Ícones, Apple, Microsoft

Referências bibliográficas

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