12º Congresso Brasileiro de Pesquisa e Desenvolvimento em Design

UEMG; Una — Belo Horizonte (MG)

Novembro/2016

Ferramentas de Visualização no Codesign: Experimentos na Biblioteca Parque Estadual do Rio de Janeiro

Como citar

Ibarra, María Cristina; Anastassakis, Zoy; "Ferramentas de Visualização no Codesign: Experimentos na Biblioteca Parque Estadual do Rio de Janeiro", p. 969-980. In: CONGRESSO BRASILEIRO DE PESQUISA E DESENVOLVIMENTO EM DESIGN, 12., 2016, Belo Horizonte. Anais [...]. São Paulo: Blucher, 2016

Resumo

Bruno Latour, no texto “A Cautious Prometheus?”, coloca um desafio para o design. Discutindo o sentido etimológico desta palavra, que faz referência a desenhar ou ainda a "drawing together", ele se pergunta como através da sua prática e seu vocabulário visual poderiam se criar 'coisas', no sentido heideggeriano do termo, ou seja, percebidas como agrupações sócio-materiais. Se entendemos o design como um processo de thinging, ou de coisificação, mudaríamos o foco nos usuários e na representação para os cidadãos e o público, e reconheceríamos que no seu decorrer criam-se materializações às que deve-se prestar atenção se queremos melhorar nosso entendimento da prática da disciplina. Partindo desse debate, o objetivo deste artigo é refletir sobre a contribuição de ferramentas de visualização como mapas mentais, diagramas, mapas conceituais, infográficos, apresentações etc., que se coisificam dentro do processo de codesign. Como estudo de caso é apresentado o projeto desenvolvido na Biblioteca Parque Estadual (BPE) do Rio de Janeiro no primeiro semestre de 2015 inserido no âmbito do Laboratório de Design e Antropologia da ESDI/UERJ em colaboração com o Center for Codesign Research (CODE) da The Royal Academy of Fine Arts (School of Design) de Copenhagen (Dinamarca).
Palavras-chave:

codesign, ferramentas de visualização, bibliotecas

Abstract

Bruno Latour, in the text "The Cautious Prometheus?" establish a challenge for design. Discussing the etymological sense of the word, which refers to draw or "drawing together", he wonders how through its practice and its visual vocabulary could be created 'things', in the Heidegger's sense of the term, that is, perceived as socio-material assemblies. If we understand design as a process of `thinging ́, would move the focus on users and representation to citizens and the public, and recognize that in its course are created materializations to which we should pay attention if we want to improve our understanding of the practice of the discipline. Based on this debate, the purpose of this article is to reflect on the contribution of visualization tools like mind maps, diagrams, conceptual maps, infographics, presentations etc., which ar

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