15º Congresso Brasileiro de Pesquisa e Desenvolvimento em Design

UFAM — Manaus (AM)

Outubro/2024

Antes e Depois da Rdc N°429: Uma Análise do Design de Embalagem em Produto Direcionado ao Público Infantil

Before and After Rdc N°429: A Packaging Design Analysis in a Product Intended for Children

Como citar

Alem, Thais Helena Behar; Dantas, Denise; "Antes e Depois da Rdc N°429: Uma Análise do Design de Embalagem em Produto Direcionado ao Público Infantil", p. 8467-8485. PPG Design Caderno Científico, Manaus, 2024. Anais do XV Congresso Brasileiro de Pesquisa e Desenvolvimento em Design – P&D Design Manaus., DOI https://doi.org/10.29327/5457226.1-522

Resumo

Em outubro de 2022, os aspectos determinados pela RDC nº 429 passaram a ser obrigatórios em embalagens de alimentos embalados. Portanto, as marcas precisaram adaptar seus rótulos para incorporar as novas regras, de maneira harmônica, com as informações já existentes nos produtos e sem prejudicar suas funções mercadológicas. Este artigo teve como objetivo apresentar uma análise visual, fundamentada em autores que abordam os principais preceitos do design gráfico, a partir da observação de duas embalagens similares, mas em momentos distintos: uma antes da incorporação das alterações impostas pela Resolução e outra após a adequação. A partir desta análise foi possível expor, a partir de exemplos práticos, questões do design gráfico que podem dificultar a compreensão das informações dos produtos, além de aspectos que interferem na harmonia do conjunto.
Palavras-chave:

design, embalagem, rotulagem nutricional

Abstract

Since October 2022, the aspects determined by RDC Nº 429 became mandatory on packaged food labels. Therefore, brands needed to adapt their labels to incorporate the new rules harmoniously with the existing information on the products, without compromising their marketing functions. This article aimed to present a visual analysis, based on authors addressing the main aspects of graphic design, from the observation of two similar packages but at different times: one before the incorporation of the changes imposed by the Resolution and the other after the adjustment. Through this analysis, it was possible to highlight, through practical examples, graphic design features that can hinder the understanding of product information, as well as aspects that affect the harmony of the whole composition.
Keywords:

design, packaging, nutritional label

Referências bibliográficas

  • ALBERS, J. A interação da cor. São Paulo: WMF Martins Fontes, 2009.

  • ANASTÁCIO, C. O. A., OLIVEIRA, J. M., MORAES, M. M., DAMIÃO, J. J., CASTRO, I. R. R. Perfil nutricional de alimentos ultraprocessados consumidos por crianças no Rio de Janeiro. Rev. Saúde Publica. 2020;54:89.

  • AMBROSE, G., & HARRIS, P. (2011). Tipografia. Porto Alegre: Bookman.

  • BRASIL. Ministério da Saúde. Secretaria de Atenção à Saúde. Departamento de Atenção Básica. Política Nacional de Alimentação e Nutrição / Ministério da Saúde, Secretaria de Atenção à Saúde. Departamento de Atenção Básica. Brasília : Ministério da Saúde, 2013.

  • BRASIL. Ministério da Saúde. Secretaria de Atenção Primaria à Saúde. Departamento de Promoção da Saúde. Guia alimentar para crianças brasileiras menores de 2 anos / Ministério da Saúde, Secretaria de Atenção Primaria à Saúde, Departamento de Promoção da Saúde. – Brasília : Ministério da Saúde, 2019.

  • GOMES FILHO, J. Gestalt do objeto: sistema de leitura visual da forma. São Paulo: Escrituras Editora. 2009.

  • GUIMARÃES, L. A cor como informação: a construção biofísica, linguística e cultural da simbologia das cores. São Paulo: Annablume. 2008.

  • HAMMERSCHMIDT, C., & SPINILLO, C. G. (2021). Considerações sobre legibilidade para tabela nutricional. Revista Brasileira de Design da Informação. São Paulo. v.18, n.2, 84-101. ISSN 1808-5377.

  • HAMMERSCHMIDT, C., & SPINILLO, C. G. (2022). O design em regulamentações para formatação de tabelas nutricionais: uma perspectiva internacional. Anais do 14º Congresso Brasileiro de Pesquisa e Desenvolvimento em Design. Rio de Janeiro: Blücher, 2022.

  • IDEC. O rótulo pode ser melhor. Out de 2016. Disponível em: https://idec.org.br/em-acao/revista/rotulo-mais-facil/materia/o-rotulo-pode-ser-melhor. Acesso em fev de 2024.

  • IDEC; UNICEF. Influência dos rótulos de alimentos ultraprocessados na percepção, preferências e escolhas alimentares de crianças brasileiras. Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor; Fundo das Nações Unidas para a Infância. São Paulo, 2019.

  • IMAFLORA. Um retrato do sistema alimentar brasileiro e suas contradições. Organização: Walter Belik. 2020. Disponível em: https://alimentacaosaudavel.org.br/biblioteca/um-retrato-do-sistema-alimentar-brasileiro-e-suas-contradicoes/11283/. Acesso em: 12 jan 2024.

  • IN Nº 75. (2020). Instrução Normativa – IN Nº 75. Ministério da Saúde – MS. Agência Nacional de Vigilância Sanitária.

  • KARNOPP, E. V. N., VAZ, J. S., SCHAFER, A. A., MUNIZ, L. C., SOUZA, R. L. V., SANTOS, I., et al. Consumo alimentar de crianças menores de seis anos conforme o grau de processamento. J Pediatr (Rio J). 2017;93(1):70–8. https://doi.org/10.1016/j.jped.2016.04.007

  • LUPTON, E.; PHILLIPS, J. C. (2016). Diseño gráfico: nuevos fundamentos. (1 ed.). Editorial GG.

  • PAIVA, A. C. T., COUTO, C. C., MASSON, A. P. L., MONTEIRO, C. A. S., FREITAS, C. F. Obesidade Infantil: análises antropométricas, bioquímicas, alimentares e estilo de vida. Rev Cuid. 2018; 9(3): 2387-99. http://dx.doi.org/10.15649/cuidarte.v9i3.575

  • RDC nº 429. Resolução da Diretoria Colegiada - RDC nº 429. Ministério da Saúde. Agência Nacional de Vigilância Sanitária. Diretoria Colegiada. Diário Oficial da União. 2020.

  • SANTOS, J., COELHO, T. A. A., SILVA, R. F. G. Fatores que interferem na formação do hábito alimentar saudável na infância: uma revisão bibliográfica. R. Científica UBM - Barra Mansa (RJ), ano XXVIII, v. 24, n. 48, 1. Sem. 2023. p. 80-94. ISSN 2764-5185

  • SECOM. Secretaria Especial de Comunicação. Doenças crônicas não transmissíveis são a maior causa de mortes no Brasil. 2022. Disponível em: https://www.capital.sp.gov.br/noticia/doencas-cronicas-nao-transmissiveis-sao-a-maior-causa-de-mortes-no-brasil. Acesso em 28 ago 2022.

  • SILVA, V. S. F., LATINI, J. P. T., TEIXEIRA, M. T. Análise da rotulagem de alimentos industrializados destinados ao público infantil à luz da proposta de semáforo nutricional. Vigilância Sanitária em Debate, vol. 5, núm. 1, 2017. INCQS-FIOCRUZ. doi: https://doi.org/10.3395/2317-269X.00709

  • UNICEF. Alimentação na primeira infância: conhecimentos, atitudes e práticas de beneficiários do Programa Bolsa Família. Marília Barreto Pessoa Lima, Pedro Ivo Alcantara, Stephanie Amaral, (coordenação). - Brasília : UNICEF, 2021.