11º Congresso Brasileiro de Pesquisa e Desenvolvimento em Design

UFRGS; Unisinos; Uniritter — Gramado (RS)

Outubro/2014

Avaliação da Inércia Rotacional de Cadeira de Rodas Manual: Implicações para o Design Ergonômico

Como citar

Medola, Fausto Orsi; Sprigle, Stephen; "Avaliação da Inércia Rotacional de Cadeira de Rodas Manual: Implicações para o Design Ergonômico", p. 2498-2509. In: CONGRESSO BRASILEIRO DE PESQUISA E DESENVOLVIMENTO EM DESIGN, 11., 2014, Gramado. Anais [...]. São Paulo: Blucher, 2014

Resumo

No design de uma cadeira de rodas manual, o desempenho na locomoção é um dos aspectos de maior preocupação, em vista da importante limitação de mobilidade à qual os usuários estão expostos. O desempenho na mobilidade é resultante, basicamente, do equacionamento entre os esforços do usuário, os aspectos inerciais da cadeira de rodas e a resistência ao movimento (principalmente no atrito entre as rodas e a superfície). O designer é capaz de intervir nesta equação - e desta forma no desempenho da mobilidade – abordando os aspectos inerciais do equipamento. Para deslocamentos em trajetória retilínea, a massa total da cadeira de rodas é o principal componente inercial. Por outro lado, para movimentos em trajetórias curvas ou mistas, bem como para manobras de giro da cadeira, assume grande relevância a inércia rotacional do sistema. Neste sentido, o objetivo deste estudo é avaliar a influência da adição de massa (e sua localização) e do uso de dois diferentes conjuntos de aro-roda na inércia rotacional de uma cadeira de rodas manual. Uma plataforma construída com sensores de força e encoder óptico foi utilizada para avaliação da inércia rotacional da cadeira de rodas. As medidas foram realizadas em três situações, em todas sendo utilizada a mesma cadeira de rodas: (i) adição de pesos nas rodas e no centro do assento da cadeira; (ii) dois diferentes conjuntos de rodas e pneus traseiros comercialmente disponíveis; (iii) duas posições – anterior e posterior – do eixo das rodas traseiras. Os resultados demonstram que, para uma mesma configuração de cadeira de rodas, a adição de corpos de pouca massa (0,25 kg e 0,4 k) junto aos eixos das rodas traseiras provoca maior aumento da inércia rotacional do que a adição de 5,5 kg em posição centralizada. Similarmente, o conjunto de rodas de maior massa resultou em maior inércia rotacional, assim como a posição posterior das rodas (consequentemente maior comprimento da cadeira). Este estudo contribui com duas diretrizes projetuais

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