15º Congresso Brasileiro de Pesquisa e Desenvolvimento em Design

UFAM — Manaus (AM)

Outubro/2024

Design de Animação como Ato Decolonial: Konãgxeka, o Dilúvio Maxacali e Mãtãnãg, a Encantada

Animation Design as a Decolonial Act: Konãgxeka, o Dilúvio Maxacali and Mãtãnãg, a Encantada

Como citar

De Oliveira, Kelly Silva; Venturelli, Suzete; "Design de Animação como Ato Decolonial: Konãgxeka, o Dilúvio Maxacali e Mãtãnãg, a Encantada", p. 4168-4181. PPG Design Caderno Científico, Manaus, 2024. Anais do XV Congresso Brasileiro de Pesquisa e Desenvolvimento em Design – P&D Design Manaus., DOI https://doi.org/10.29327/5457226.1-380

Resumo

Há uma mudança em curso na produção artística brasileira, a qual a pesquisadora Alessandra Simões Paiva denomina 'virada decolonial'. Às artes, segundo Paiva, o termo 'decolonial' confere a participação em uma mudança estrutural. Entre as produções audiovisuais artística surgem documentários, registros de cenas do cotidiano e animações sobre os povos originários. Nesse conjunto, o design de animação se destaca por permitir uma maior liberdade visual para percorrer um imaginário que transcende o comum, o que é necessário ao se abordar outras perspectivas para além da hegemônica. Este artigo propõe a discussão sobre a produção de animações nas quais o pensamento decolonial está presente não apenas na história a ser transmitida, mas no próprio processo de elaboração da obra. Para isso, serão apresentados dois estudos de caso de animações produzidas pela Pajé Filmes, coletivo audiovisual formado por indígenas e não-indígenas, cujo modo de produção se apresenta como um ato decolonial.
Palavras-chave:

Design de animação, Decolonialidade nas artes, produções audiovisuais indígenas, Pajé Filmes

Abstract

There is an ongoing shift in Brazilian artistic production, which researcher Alessandra Simões Paiva terms as the 'decolonial turn'. According to Paiva, the term 'decolonial' confers participation in a structural change to the arts. Among artistic audiovisual productions emerge documentaries, records of everyday scenes, and animations about indigenous peoples. Within this array, animation design stands out for allowing greater visual freedom to traverse an imaginary that transcends the common, which is necessary when addressing perspectives beyond the hegemonic. This article proposes a discussion on animations where decolonial thought is present not only in the history being conveyed but also in the very process of elaborating the work. To this end, two case studies of animations produced by Pajé Filmes, an audiovisual collective formed by indigenous and non-indigenous individuals, whose mode of production presents itself as a decolonial act, will be presented.
Keywords:

Animation design, Decoloniality in the arts, indigenous audiovisual productions, Pajé Filmes

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